segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não mais.

Sons que já não escuto
Cores que já não vejo
São dores que já não sinto
São gritos que já não ouço
Felicidades que já não possuo
Sentimentos que já não levo
Não mais me sinto calma
Não mais me sinto
Não mais me escuto
Não mais
O que trago não são mais flores
O que possuo já não são mais amores
O que ainda tenho são lembranças
Ainda, somente por enquanto as trago na memória.

sábado, 2 de outubro de 2010

Nas incertezas

Procuro encontrar o que resta
O que me cerca e acerca minhas incertezas
A cada dia mais embralhando minha mente
Tentando me libertar
Me perco em seguida, seguindo o caminho que não pertence a mim
Querendo que seu caminho se torne meu.

sábado, 21 de agosto de 2010

Adeus.

Vi tudo desmoronar
Vi o caos no acaso se acabar
Vi tudo sumindo
E indo embora
Fui ficando para trás
Isolada no meu mundo sem nada
O branco do meu vazio, negro se fazia
Escuridão me atingia
E nada mais existia além de mim
Nada mais se dizia
Nada mais se ouvia
Além do sussurro do lugar
Além do fim
Eu vi tudo se transformar
Antes era você e eu
Agora não restou mais nada de mim.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Cena

Trocadilhos, trocados em trilhos

Entre paços, dispersos em espaços de peças

Sou eu protagonista, antagonista do destino

Dilacerando meu drama

Transformando-me em Cena, Cinematográfica

Contracenando com a vida

Torno-me cena televisiva

E abominação da dominação alienada

Parada, introduzida a ignorância

Arrogância do não saber, que entre duas caras

Mais fácil escolher coroa

Ser diferente é ser único

Em meio a um milhão.

Verbo

Sentindo ardor em seguir

Sentidos opostos.

Seguindo, sigo meu sofrer

Seguinte soneto ao alvorecer

Sentindo poder ainda amar

Anterior amor

Posterior amor

Ao mesmo amor a Deus dará

Calado meu sentir segue

Silenciado meu silencio prossegue

Paciência em esperar

Conseqüência verbo presente primeira pessoa do singular.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

FIM

Porque foste, se tudo que precisavas estava aqui
Dificil ter que desistir de algo que estava tão proximo
Parece que jamais conseguirei atingir o céu
Que está em cinzas
Há alguém chorando, lagrimas do que não foi
Com saudade do que talvez seria
Em sonhos me afogo, em deslizes de querer-te
Aparenta ser amarga a dor inexistente
Do coração tenaz
A ferida que abriu sem se quer ter sido cortada
Fios se envenenam dentro de mim
Saindo em altos tons, de uma voz perturbada
São magoas do que deixaste
Sem saber
Em minha persistencia sagaz, fugaz se tornou
Em fugas de mim mesma
Na esperança em esquecer-te
Aqui estou eu, no desespero desnorteada
A procurar o que havia encontrado, que agora se foi.
E não voltara.

Quanto

Do quanto encontrei, nada me satisfazia
Do quanto amei, só um amor me compreendia
Do quanto caminhei, meus pés já não conseguiram resistir
Do quanto sei, que nada sei
Do quanto acreditei, ainda tenho fé
Do quanto cantei, apenas uma canção me dizia
Que sem Você é impossivél continuar.

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