quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Confuso

Corpos cansados a flutuar
Pensamentos teleguiados prontos para se encontrar
Sentimentos dançam e não se cansam de modificar
Se sinto o que sinto
No mesmo momento sinto que devo te amar
São nossos corpos a se distanciar
Palavras nunca tiveram tanta intensidade
Nunca fomos tão insanos ou nos entregamos a insanidade
Loucos?
Desesperados?
Não.
Apenas apaixonados.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Life

E a vida é aquilo tudo que passo e não vi
Tudo aquilo que se foi e não percebi
Foi por medo de abrir os olhos e enxerga-la
Foi por não ser aquilo pela qual eu esperava
E realmente não soube
Ela passou, apenas passou
E eu não querendo enxerga-la, ela se foi
O tempo não espera que abramos os olhos
Ela queria que eu apenas tentasse
Por medo de errar perdi uma vida
Por medo de amar perdi grandes amores
Por medo de tentar perdi grandes lições
Por medo de escrever quase perdi um poema.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Não mais.

Sons que já não escuto
Cores que já não vejo
São dores que já não sinto
São gritos que já não ouço
Felicidades que já não possuo
Sentimentos que já não levo
Não mais me sinto calma
Não mais me sinto
Não mais me escuto
Não mais
O que trago não são mais flores
O que possuo já não são mais amores
O que ainda tenho são lembranças
Ainda, somente por enquanto as trago na memória.

sábado, 2 de outubro de 2010

Nas incertezas

Procuro encontrar o que resta
O que me cerca e acerca minhas incertezas
A cada dia mais embralhando minha mente
Tentando me libertar
Me perco em seguida, seguindo o caminho que não pertence a mim
Querendo que seu caminho se torne meu.

sábado, 21 de agosto de 2010

Adeus.

Vi tudo desmoronar
Vi o caos no acaso se acabar
Vi tudo sumindo
E indo embora
Fui ficando para trás
Isolada no meu mundo sem nada
O branco do meu vazio, negro se fazia
Escuridão me atingia
E nada mais existia além de mim
Nada mais se dizia
Nada mais se ouvia
Além do sussurro do lugar
Além do fim
Eu vi tudo se transformar
Antes era você e eu
Agora não restou mais nada de mim.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Cena

Trocadilhos, trocados em trilhos

Entre paços, dispersos em espaços de peças

Sou eu protagonista, antagonista do destino

Dilacerando meu drama

Transformando-me em Cena, Cinematográfica

Contracenando com a vida

Torno-me cena televisiva

E abominação da dominação alienada

Parada, introduzida a ignorância

Arrogância do não saber, que entre duas caras

Mais fácil escolher coroa

Ser diferente é ser único

Em meio a um milhão.

Verbo

Sentindo ardor em seguir

Sentidos opostos.

Seguindo, sigo meu sofrer

Seguinte soneto ao alvorecer

Sentindo poder ainda amar

Anterior amor

Posterior amor

Ao mesmo amor a Deus dará

Calado meu sentir segue

Silenciado meu silencio prossegue

Paciência em esperar

Conseqüência verbo presente primeira pessoa do singular.

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